epidemia falta de atitude

Em Ponta Porã, encontrado cervejas e cachaça no presidio semiaberto

Diretor do presidio nega que agentes penitenciários tenham facilidado a entrada desses produtos.

10/02/2020 06h12
Por: Redação
Fonte: pontaporainforma
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Foto: Tião Prado (Arquivo)
Foto: Tião Prado (Arquivo)

Agentes penitenciários que prestam serviço no presidio semiaberto de Ponta Porã, receberam denúncias de que na cela 02 do estabelecimento penal estava escondido uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, o que é proibido por lei.

 

E no sábado as 10h20min, os agentes fizeram um revista na referida cela, para a surpresa dos agentes, foi encontrado escondido na cela e no forro, 36 pacotes de cerveja da marca "Zero Grau", 14 pacotes de cerveja da marca "Skol", 37 garrafas de cachaça, dois aparelhos de celulares e seis carregadores de aparelho de celular. Segundo informações, não foi possível identificar o proprietário.

O diretor do Sistema Semiaberto, Rodrigo Borges, que se encontra de férias, disse que as apreensões das bebidas alcoólicas e celulares, ocorreu durante uma vistoria. A unidade conta, segundo o diretor, com um agente para cuidar de 175 internos e o pátio da unidade não conta com segurança, chegando-se a suposição de que por esse local (pátio) é que os produtos poderiam ter sido colocados para dentro da unidade, onde os internos passam o sábado e domingo no local e estas bebidas seriam para o consumo, mas a situação foi abortada pelos agentes penitenciários.

 

O caso surpreendeu os familiares dos internos que estranharam a grande quantidade de bebidas alcoólicas apreendidas no interior da unidade e manifestaram que os beneficiados com o regime progressivo teriam recebido, supostamente, uma comunicação de que até que apareça o responsável pelas bebidas alcoólicas, todos permaneceriam presos na unidade e com os benefícios que recebem, suspensos. Essa comunicação é desconhecida pelo diretor que manifestou que o seu substituto durante as suas férias é quem deverá tomar as providências cabíveis a fim de apurar o caso e identificar o proprietário do ilícito.

 

Sobre a possível facilitação para a entrada das bebidas e dos aparelhos celulares na unidade, Rodrigo Borges informou que os servidores gozam de sua total confiança e considera eles verdadeiros heróis. "A apreensão é fruto do empenho dos servidores em cumprir com os seus deveres, mas um servidor para cuidar de toda a unidade e mais de 175 internos e humanamente impossível" disse o diretor da unidade prisional.

 

"Estamos solicitando continuamente junto a AGEPEN (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) por mais servidores, mas até o momento não tivemos resposta, mas mesmo com dificuldades os servidores de Ponta Porã não esmorecem, sempre estamos na luta", pontualizou Rodrigo Borges.

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