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Toque de recolher é próximo passo, diz prefeito

Prefeito flagrou pessoas na rua, em bares e disse que medida extrema pode ser única saída para conter coronavírus

21/03/2020 13h29Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: campograndenews
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Marquinhos Trad, em reunião hoje na Sesau:
Marquinhos Trad, em reunião hoje na Sesau:

Fechamento do comércio e restrição do transporte coletivo não parecem ter sido suficientes para tirar as pessoas da rua em Campo Grande e, por isso, o prefeito Marquinhos Trad estuda implementar o toque de recolher.

“Não vai ter outra medida na cidade a não ser o toque de recolher, as pessoas ainda não assimilaram, não se conscientizaram da gravidade da situação”, disse Marquinhos, após reunião hoje na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) que definiu alterações no transporte coletivo.

 

O prefeito disse que saiu ontem à noite para verificar o cumprimento das medidas na cidade e encontrou várias pessoas na rua. “Eu gente conversando, andando nas ruas, bares cheios, vai chegar a um ponto que isso vai custar caro para Campo Grande”, disse.

 

Marquinhos disse que a medida que apresentou maior resultado foi a restrição social, reduzindo ao máximo o convívio. “O que dá certo, o que baixa o índice de transmissão, feliz ou infelizmente, é o isolamento, isso é ponto unânime no mundo todo”, avaliou.

 

O toque de recolher já foi adotado pelas prefeituras de Sidrolândia - única cidade fora da Capital que teve caso confirmado - , Porto Murtinho, Ponta Porã e Bonito.

 

A preocupação é que, segundo o prefeito, os índices de evolução de casos confirmados no novo coronavírus são semelhantes aos da Itália.

 

No Brasil, são mais de 900 infectados em 25 estados e no Distrito Federal. No Brasil, são 12 mortos por complicações da Covid-19. Em Mato Grosso do Sul, até último balanço, são 52 casos suspeitos, 12 confirmados.

 

Na linha temporal o Brasil está à frente da Itália em número de casos – no 20º dia, o país europeu tinha apenas três casos confirmados -, a adoção de medidas preventivas para conter a expansão da epidemia acontecem aqui com maior antecedência que lá.

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