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Coronavírus se espalha na fronteira e máscara passa a ser obrigatória

Novos casos foram confirmados em Tacuru, Amambai e Ponta Porã, onde uso de máscara será determinado em decreto

13/05/2020 13h25
Por: Redação
Fonte: pontaporainforma
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Uso de máscara passa a ser obrigatório em Ponta Porã, cidade com três casos confirmados de covid-19 (Foto: Wanderley Além)
Uso de máscara passa a ser obrigatório em Ponta Porã, cidade com três casos confirmados de covid-19 (Foto: Wanderley Além)

Os casos de covid-19 aumentam todos os dias em cidades sul-mato-grossenses localizadas na fronteira com o Paraguai. Pelo menos mais três confirmações serão incluídas no boletim que será divulgado ainda nesta manhã pela Secretaria Estadual de Saúde – uma em Amambai, que passa a ter dois confirmados, outra em Tacuru e a terceira em Ponta Porã.

Em Tacuru, a prefeitura comunicou que foi registrado o quinto caso. Entretanto, o município ainda não aparecia no boletim estadual, já que os quatro primeiros infectados são residentes em São Paulo e foram ao município da fronteira visitar parentes. Neste caso a notificação fica no município de residência.

No lado paraguaio da fronteira, existem pelo menos 11 casos confirmados em Pedro Juan Caballero e um em Capitán Bado, cidade separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS). Apesar de a fronteira estar oficialmente fechada, moradores dos dois lados da linha internacional convivem diariamente, o que aumentam os riscos de proliferação do vírus.

Nesta quarta-feira (13), ao anunciar o terceiro caso confirmado, o prefeito de Ponta Porã Hélio Peluffo Filho (PSDB) informou que vai determinar o uso obrigatório de máscara na cidade. O decreto será publicado ainda hoje.

Segundo ele, o mais recente caso confirmado é de uma mulher de 42 anos, moradora na região do Grande Marambaia. Ela esteve em Brasília, passou por Campo Grande e ao retornar para Ponta Porã sentiu falta de ar e outros sintomas da doença. A moradora procurou a unidade de saúde e o teste rápido deu positivo para covid-19.

O prefeito disse que a mulher está isolada em casa. Os dois filhos dela, com idades entre 18 e 20 anos, têm sintomas da doença e aguardam resultado de exame. O marido dela é motorista de um frigorífico na região de Nova Andradina e esteve domingo em Ponta Porã. Atualmente está em Campo Grande e ainda não apresentou sintomas.

"Me preocupa essa circulação excessiva das pessoas na cidade achando que está tudo bem", afirmou Hélio Peluffo Filho. Segundo ele, esse terceiro caso chama atenção por ser em bairro grande, com 25 mil moradores. "Só o Marambaia dá duas Jardins, duas Guia Lopes".

O prefeito afirmou que a população de Ponta Porã está relaxando com os cuidados para barrar a proliferação do vírus. "É rodinha de tereré, de narguilé, a circulação aumentou. Se os números continuarem aumentando, se disparar, vamos retomar todas as medidas de isolamento".

Hélio Peluffo Filho disse que também preocupa o comportamento do governo paraguaio com a fronteira. Ele criticou o consulado do Paraguai por colocar 21 cidadãos paraguaios de quarentena em Ponta Porã sem comunicar as autoridades locais.

A crítica foi reforçada pelo secretário municipal de Saúde, Patrick Derzi. "Cidadãos vieram de São Paulo, são paraguaios, e foram orientados pelo próprio Consulado para ficar em Ponta Porã", afirmou, se referindo ao homem que se acorrentou a um poste ontem, em protesto contra o governo do país vizinho.

A prefeitura vai cobrar o Consulado paraguaio para melhorar a comunicação com o município. Segundo ele, existe informação de que 21 paraguaios estão em Ponta Porã aguardando autorização para cruzar a fronteira.

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