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TV: Filmes e séries

19/05/2020 18h15
Por: Redação
Fonte: conteudoms
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Com seis episódios, série da Netflix romantiza o advento da técnica e do profissionalismo no futebol

Sem dúvidas o futebol é o esporte mais popular do mundo, capaz de movimentar uma indústria bilionária e transformar a realidade de muita gente. Mas nem sempre foi assim. Sua raiz inglesa é essencialmente elitista, na medida em que o jogo era visto como uma prática de cavalheiros e a associação de futebol que conduzia a única competição relevante da época, a FA Coup, foi fundada dentro das mais prestigiosas universidades do país. Porém, rapidamente o esporte se popularizou entre a classe operária, que cobiçava por uma vitória sobre a aristocracia. E é nesse contexto que se desenvolve “The English Game”, uma série original da Netflix com produção de Julian Fellowes, criador de “Downton Abbey”.

Ao longo de seis episódios, a história se desenvolve com a chegada dos escoceses Fergus Sueter e Jimmy Love à Darwen, uma cidade em Lancashire. A dupla, ainda no Partick, chamou a atenção de James Walsh, dono da principal indústria têxtil de Darwen, que decide remunerá-los para jogarem pelo time operário. No entanto, essa era uma prática proibida pelas regras da FA Coup, que permitia apenas amadores e se sentia ameaçada pelo crescimento do esporte nas classes mais pobres. Como a localidade era um fator importante para concepção dos times, uma vitória trabalhista não ficaria restrita ao campo, mas sim um reconhecimento de igualdade, que podiam ganhar dos “cavalheiros ingleses” em seu próprio jogo.

Em paralelo ao núcleo de Sueter e Love, a série busca explorar a outra realidade, encarnada na figura dos Old Etonians, clube formado por ex-alunos da universidade de Eton, e seu capitão, Arthur Kinnaird. Até hoje ele retém o recorde de jogador que mais participou de finais da FA Coup, e o banco de sua família deu origem ao Barclay, principal patrocinador da Premier League. Assim, “The English Game” toma algumas licenças poéticas para romantizar o advento da técnica e do profissionalismo no futebol, mas sem nunca esquecer do embate entre as classes que aflorava no Século XIX.

Sobreviventes a bordo

 

A nova série da Netflix, “O Expresso do Amanhã” estreia 25 de maio e conta a história de uma sociedade com tensões sociais prestes a explodir

O cyberpunk é um gênero da ficção científica muito conhecido por seu grande enfoque na tecnologia de ponta e nos desdobramentos sociais que ela causa na qualidade de vida dos seres humanos. Vários filmes famosos trabalham com esse tipo de realidade, como “Blade Runner” e “Matrix”. Da mesma forma, a nova série da Netflix, “O Expresso do Amanhã”, também se enquadra no gênero. Os dois primeiros episódios serão lançados no dia 25 de maio e, a partir do dia primeiro de junho, cada semana disponibilizará o episódio subsequente.

A história se passa em um futuro distópico onde, após um fracassado experimento realizado na tentativa de acabar com o aquecimento global, o mundo vive uma nova era do gelo que exterminou grande parte da vida no planeta. Os humanos que sobreviveram vivem em um trem com 1001 vagões, chamado Snowpiercer, e que nunca para de dar voltas pelo mundo. O enorme veículo possui uma rígida divisão de classes, que reflete o poder econômico de seus passageiros a partir do vagão em que moram e frequentam. Sete anos desde o desastre, as tensões sociais ficam cada vez mais insustentáveis com o surgimento de uma revolta entre aquelas das classes mais baixas, que farão de tudo para descobrir os segredos do maquinário.

A série é baseada na HQ francesa “O Perfuraneve”, de 1982, e no filme - também intitulado como “O Expresso do Amanhã” - que foi lançado em 2014 com direção de Bong Joon-Ho (criador do premiado “Parasita”) e estrelado por Chris Evans (conhecido por seu papel como Capitão América nos filmes recentes da Marvel). Já na adaptação da Netflix, os protagonistas serão vividos por Daveed Diggs (“Black-is”), que interpreta Layton, um prisioneiro que, mesmo com receio, se junta à rebelião, e Jennifer Connely (“A Beautiful Mind”), que vive a passageira de primeira e responsável pelos anúncios diários aos demais passageiros, Melanie Cavil.

 

Cilada dupla

 

Comédia da Paramount se torna a primeira produção do estúdio lançada diretamente pela Netflix

Com o avanço da pandemia de coronavírus, redes de cinema ao redor do mundo foram obrigadas a suspender suas atividades. Dessa forma, muitos filmes tiveram seus lançamentos suspensos ou restritos aos serviços de streaming. É o caso de “Um Crime para Dois”, uma produção da Paramount Pictures que, após firmar uma parceria com a Netflix, teve sua estreia adiada de abril para o dia 22 de maio. O filme conta com direção de Michael Showalter e retrata as diversas confusões que um casal se mete após testemunhar um crime.

Como todo relacionamento, Leilani (Issa Rae) e Jibran (KumailNanjiani) vivem um momento de crise. Apesar de serem apaixonados um pelo outro, discussões tolas e mesquinhas já se incorporaram na rotina e se encarregam de ocultar esse sentimento. Assim, era preciso algo extraordinário, como um gesto amoroso ou uma boa conversa, para que esse casal se lembrasse do quanto precisam um do outro. No entanto, como toda comédia que se preze, o humor se sobrepõe ao romanceE, insolitamente, é o testemunho de um assassinato que os une.

Ao serem surpreendidos por um corpo caído de um prédio, Jibran e Leilani são coagidos a emprestar o carro para um homem misterioso que alega ser um policial. Assim, inicia-se uma tensa perseguição a um ciclista que culmina no atropelamento compulsivo do suposto criminoso e revela as verdadeiras intenções daquela figura desconhecida, que não possuía nenhuma relação com os agentes da lei e trata de desaparecer rapidamente. Sem entender direito o que acabou de acontecer, mas frente a duas testemunhas que não hesitam em chamar as autoridades, o casal foge em pânico. Dessa forma, para não serem erroneamente acusados de um crime que não cometeram, Jibran e Leilani embarcam numa perigosa busca pelo homem misterioso.

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