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Bebê sobrevive a tentativa de aborto e chega em hospital enrolado em sacola

10/09/2020 10h52
Por: Redação
Fonte: campograndenews
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Bebê foi entregue na madrugada de quarta, no Hospital Regional de Ponta Porã.
Bebê foi entregue na madrugada de quarta, no Hospital Regional de Ponta Porã.

Um bebê de 25 semanas chegou enrolado em uma sacola plástica na madrugada de quarta-feira (9) no Hospital Regional de Ponta Porã. No primeiro momento, a dona de casa que entregou o bebê disse tê-lo encontrado em uma avenida no bairro Jardim Ivone, no entanto, para a polícia ela contou que a criança é da vizinha, que tentou fazer um aborto e ela foi chamada para ajudar. 

O bebê é menino, tem 600g e foi transferido ontem mesmo para atendimento em Dourados. Ao Campo Grande News, a vizinha disse que teve medo, por isso falou que havia encontrado. "Eu coloquei o dedo no peitinho dele e o coração estava batendo. Ele estava vivo. Falei que precisava levar ele no hospital e levei", descreve. 

A dona de casa que tem 26 anos e já passou por três partos normais foi chamada para ajudar. "Ela já tinha tomado o remédio e estava passando mal. Era meia-noite e pouco 1h da manhã. A hora que eu cheguei, o bebê já tinha saído, só que ela ainda estava com a placenta na barriga. Eu ajudei ela a tirar pra fora", conta.

A adolescente, mãe da criança, estava na casa da irmã para que a mãe não soubesse da tentativa de aborto. "Nós três ficamos apavoradas, sem saber o que fazer", comenta.

Ao colocarem o bebê na sacolinha, elas ficaram sem saber o que fazer. "E eu fui olhar para ver, levei no hospital e falei que eu tinha achado. Eu não ia contar para a Polícia porque ela [adolescente] ficou com medo de ser presa", diz.

Depois, a dona de casa contou que a Polícia chegou até o endereço dela e por várias vezes perguntaram da mãe. "Eles falaram que precisavam achar porque ela estava correndo perigo, poderia ter uma hemorragia, uma infecção. Eu fiquei preocupada com ela e falei", explica.

Ao delegado de Polícia, Fabrício Dias, a adolescente relatou que tomou medicação para provocar o aborto. "Ainda não a ouvimos formalmente, porque encaminhamos ao hospital para fazer os procedimentos. Até então, ela não tinha recebido atendimento médico", ressalta.

Na descrição do delegado, a menina estava "notoriamente abalada", e foi encaminhada também para acompanhamento psicológico.

Os familiares disseram à Polícia que tem interesse em ficar com o bebê. As investigações devem continuar e a adolescente pode responder por ato infracional análogo ao crime de aborto.

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