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PF faz operação contra corrupção dentro da própria PF

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) iniciaram nesta quinta-feira a Operação Tergiversação 2, contra uma suspeita de corrupção dentro da própria PF.

15/10/2020 10h02
Por: Redação
Fonte: gazetabrasil
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Blindagem mediante propina

Em junho do ano passado, a primeira etapa da Operação Tergiversação prendeu um delegado da ativa da PF, um escrivão da PF e um advogado.

Na época, a força-tarefa afirmou que o esquema excluía, mediante propina, os nomes de empresários e de suas companhias das investigações em curso em um núcleo da Polícia Federal. Seis pessoas foram denunciadas pelo MPF pelos crimes de corrupção ativa e passiva.

Agora, na 2ª fase da Tergiversação, a operação mira outros empresários suspeitos de pagar propina para policiais em troca da proteção. Advogados apontados como intermediários das cobranças de vantagens indevidas também são alvos da força-tarefa.

Os suspeitos são investigados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à justiça.

Equipes estiveram em um prédio em Copacabana e no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca — de onde saíram com documentos.

A 1

No dia 11 de junho de 2019, a PF e o MPF prenderam o delegado de Polícia Federal Lorenzo Pompílio da Hora, o escrivão Éverton da Costa Ribeiro e um advogado.

A PF afirma que os servidores contavam com a atuação de operadores, que usavam seus contatos para se aproximar dos investigados e pedir os pagamentos de vantagens indevidas, além de viabilizar o recebimento de propina e as operações de lavagem de dinheiro.

Pagamentos entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão eram feitos, na maior parte das vezes, em dinheiro. Outros valores foram repassados por meio de transferências a empresas ligadas aos operadores.

Durante as investigações, a polícia determinou as quebras de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico dos investigados.

Além disso, a apuração identificou, após acordo de colaboração premiada celebrado com alguns dos empresários abordados pelo grupo, a prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

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