Epidemia Dor

Voluntários de MS para teste da vacina já podem se cadastrar

Na tarde desta quinta-feira (15), a SES (Secretaria Estadual de Saúde) assinou termo de cooperação com Instituto Butantã

15/10/2020 18h24
Por: Redação
Fonte: campograndenews
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Pesquisadora Ana Lúcia Lyrio e secretáro estadual de saúde Geraldo Rezende durante coletiva de imprensa na tarde desta auinta-feira (15). (Foto: Silas Lima)
Pesquisadora Ana Lúcia Lyrio e secretáro estadual de saúde Geraldo Rezende durante coletiva de imprensa na tarde desta auinta-feira (15). (Foto: Silas Lima)

Profissionais da saúde ou que trabalham em área de grande circulação da covid-19 já podem se inscrever em programa de voluntariado que vai testar em Mato Grosso do Sul a Coronavac, vacina contra o novo coronavírus. Na tarde desta quinta-feira (15), a SES (Secretaria Estadual de Saúde) assinou termo de cooperação com Instituto Butantã, que desenvolve a vacina.

Na primeira fase a intenção é vacinar de 800 a 100 voluntários, conforme prevê a pesquisadora Ana Lúcia Lyrio, que coordena as pesquisas no Estado. Para se candidatar, interessados devem fazer inscrição no site do Butantan ou em aplicativo para celular que será disponibilizado na segunda-feira (19).

Os aprovados na seleção, precisam ter de 18 a 60 incompletos. Ele receberão duas doses da vacina com 14 dias de intervalo entre a primeira e a última aplicação.

Termo de cooperação entre Governo do Estado e Instituto Butantan foi assinado para fase de testes da Coronavac. (Foto: Silas Lima)

Termo de cooperação entre Governo do Estado e Instituto Butantan foi assinado para fase de testes da Coronavac. (Foto: Silas Lima)

De acordo com Geraldo Rezende, secretário estadual de saúde, a expectativa é de que a vacina esteja disponível para a população a partir de janeiro de 2021. “Acredito que ela está adiantada. Ontem se previu que em 15 dias parte da pesquisa seja concluída”, disese.

Além da Coronavac, outras três vacinas contra a covid-19 estão em processo de estudos no Estado.  A Janssen-Cilag, da multinacional Johson e Jhonson, que teve testes pausados, a desenvolvida pelo laboratório Sanofi e a do medicamento contra a BCG (usada para prevenir a tuberculose).

“Nossa preocupação é ver qual das vacinas terá maior eficácia para que esteja à disposição da população o mais cedo possível”, comentou Rezende.

De acordo com o secretário, ontem (14) todos os secretários estaduais de saúde fizeram reunião por videoconferência os executivos do Ministério da Saúde para avaliar o processo de produção das vacinas em todo o mundo.

 

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