MS que cresce junho

Economia do Brasil deve ter “retomada robusta” no 2º semestre, diz BC

11/05/2021 15h39
Por: Redação
Fonte: gazetabrasil
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Divulgada nesta terça-feira (11), a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) disse que a economia brasileira deve ter uma “retomada robusta” com os efeitos da vacinação contra a covid-19.

O colegiado reforçou que deve subir a taxa básica, a Selic, para 3,5% ao ano em junho. O comitê subiu a taxa de juros de 2,75% para 3,50% ao ano na quarta-feira (05) e indicou que deverá aumentar o percentual para 4,25% ao ano na próxima reunião.

 O colegiado é formado pelos diretores e presidente do BC (Banco Central). Eles se reúnem a cada 45 dias para definir o patamar da Selic, com base nos índices de inflação e projeções do mercado para o índice de preços.

Segundo a ata da reunião, apesar da 2ª onda da pandemia ter sido maior do que se esperava, o Copom avalia que os últimos indicadores têm surpreendido positivamente. E, enquanto a indústria e o comércio de bens operam com baixa ociosidade, os serviços mostram dificuldades para se recuperar. Mas os dados de atividade sugerem que a ociosidade da economia se reduziu mais rapidamente que o previsto, apesar do aumento da taxa de desemprego.

 “O 2º semestre do ano deve mostrar um retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”.

De acordo com o comunicado, a economia internacional deve se beneficiar com 3 fatores para o crescimento robusto:

  • Avanços na implementação dos programas de vacinação contra a covid no mundo;
  • Os novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos;
  • Comunicação dos bancos centrais das nações mais ricas de que os estímulos monetários terão longa duração.

 O comitê discutiu, porém, sobre a possibilidade de “reflação” –repique de alta de preços– pela maior demanda na economia nos Estados Unidos, o que poderia tornar o ambiente para as economias emergentes (incluindo o Brasil) mais “desafiador“.

Segundo o Copom, há riscos para as contas públicas de curto prazo. ”Essa assimetria no balanço de riscos afeta o grau apropriado de estímulo monetária, justificando assim uma elevação de juros de 0,75 ponto percentual”, afirmou a ata.

O comitê avaliou que seria adequado outro ajuste nos juros da mesma magnitude na próxima reunião, caso não haja mudança nos condicionantes de inflação. Disse que as altas consecutivas da Selic até o patamar considerando neutro –em estímulos monetários– implicam em projeções consideravelmente abaixo da meta de inflação no horizonte relevante.

 

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