Banner Sanesul - Institucional Setembro

Conservadorismo não é ideologia

O conservadorismo precisa apenas de um lar!

01/07/2021 08h21
Por: Redação
Fonte: agoranoticiasbrasil
112

Não! Os conservadores não querem voltar a viver no século XVIII, nem no século XIX. E, também não querem que suas mulheres sejam submissas às suas vontades, nem tão pouco querem matar homossexuais.

Os progressistas, como já os citei em outros artigos, seguem a narrativa de demonizar os conservadores segundo o engodo socialista.

O conservadorismo, que nunca foi uma ideologia, não depende das questões políticas partidárias para existir. Mas normalmente, são de direita, com viés liberal quanto a economia e abertura de mercado, também, valorizam a liberdade individual e o direito a propriedade. Porém, o conservadorismo está na essência do homem e sua disposição para seguir o que é ético e moralmente certo, segundo os valores judaico-cristãos, acreditando que a família foi, e será sempre o núcleo mais basilar da sociedade humana.

Também, não é e nunca foi contra o progresso, muito pelo contrário, o conservador só acredita em um progresso lento, gradual e prudente (pois analisa as possíveis consequências antes de agir), que usa as experiências, bem ou mal sucedidas do passado, para pautar as mudanças do futuro. Mas é contra as revoluções estapafúrdias e as mudanças utópicas e radicais, que podem levar a um futuro incerto.

“Ser conservador é, pois, preferir o familiar ao estranho, preferir o que já foi tentado a experimentar, o fato ao mistério, o concreto ao possível, o limitado ao infinito, o que está perto ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao perfeito, a risada momentânea à felicidade eterna” (OAKESHOTT, 2016, p. 137).

“Os conservadores, evitando as revoluções, tornam possíveis as reformas, que vão geralmente muito mais longe do que as revoluções” (TORRES, 2016, p. 49).

E, também, não é e nem nunca foi contra a ciência. O que se combate é o uso da ciência para destruir os valores judaico-cristão, trocando fatos e criando narrativas, tentando nos convencer de ideologias moralmente desvirtuadas, em nome de um suposto progresso.

 Penso eu que nenhum pai, ao descobrir ser seu filho(a) homossexual, irá mata-lo(a), ou açoita-lo(a) em praça pública. Nem ao descobrir, que um(a) amigo(a) seja.

A princípio, pode ficar chocado, questionar, ou até mesmo, refletir sobre o que teria feito de errado. Mas, no fundo, ele sempre irá se pautar pelo caráter, em valores éticos e morais, desse filho(a) ou amigo(a).

Na verdade, o conservador é contra a ideologia de gênero e sua imposição à sociedade, ao desrespeito e a imoralidade de alguns de seus membros, também é contra a erotização das crianças e a quebra de sua inocência, através de continuadas doutrinações educacionais e midiáticas, em prol de uma agenda social progressista.

“O conservadorismo tradicionalista kirkeano, desse modo, não é uma ideologia abstrata que tenta criar ‘um novo mundo possível’, mas uma proposta que ao mesmo tempo busca conservar os princípios fundamentais e promover reformas prudenciais, orientadas pela sabedoria acumulada na experiência histórica, tal como apreendida pelos autores que denominamos eminentes guardiães de nosso patrimônio civilizacional” (KIRK, 2016, p. 28, apresentação à edição brasileira).

Portanto, ser conservador é defender valores, aprender com o passado, sendo atento com o presente e prudente com o futuro, respeitando os valores judaico-cristãos e valorizando a família.

Como li certa vez: “ser conservador não é ser atrasado. É sim, ser precavido e aceitar que o mundo não funciona sempre como nós queremos, mas que é possível melhorá-lo.”

“O conservador não precisa de carteiras de identificação, bandeiras e símbolos que o identifique, basta que na sua casa ele eduque o seu filho para o respeito aos valores morais e amor à família. Para ser um socialista você precisa defender bandeiras, se encaixar em grupos e respeitar ideias gerais determinadas por alguém, para ser conservador basta uma mesa de jantar e ensinamentos virtuosos. As ideologias precisam de ruas e praças, o conservadorismo precisa apenas de um lar”. (Burker Instituto Conservador – Grifei)

 

Adilson Veiga

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.