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Cidades na fronteira de MS estabilizam e efeitos da vacinação devem aparecer em 21 dias

Estudo fez vacinação em massa da população em 13 cidades de fronteira

20/07/2021 13h23
Por: Redação
Fonte: midiamax
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Primeiros resultados da vacinação em massa serão percebidos em três semanas. - Leonardo de França/Midiamax
Primeiros resultados da vacinação em massa serão percebidos em três semanas. - Leonardo de França/Midiamax

Há 17 dias começou a campanha de imunização em massa contra o coronavírus nas 13 cidades de fronteira de Mato Grosso do Sul. A população correu para as filas e alguns municípios conseguiram imunizar até 100% de sua população. A expectativa é de uma expressiva melhora nos indicativos da pandemia, mas como os moradores da fronteira foram vacinados há pouco tempo, os números continuam estáveis. Os efeitos da vacinação em massa deverão ser percebidos daqui a três semanas em MS.

Para analisar a evolução no quadro da pandemia na fronteira, a reportagem analisou dados sobre casos e mortes por coronavírus nas últimas duas semanas nas três cidades que mais receberam doses da vacina da Janssen: Ponta Porã, Corumbá e Ladário. Juntos, os municípios aplicaram 67,7 mil doses da vacina de aplicação única, conforme o Vacinômetro.

Cidade mais populosa da fronteira, Corumbá registrou 163 casos novos e 6 mortes por coronavírus nos últimos 7 dias. Na semana anterior, a cidade contabilizou 171 casos e 6 mortes, o que demonstra uma estabilidade na pandemia no município. 

Ponta Porã foi a cidade que mais vacinou na campanha de vacinação em massa na fronteira. Em pouco mais de semana, o município chegou a 105% da população adulta vacinada com ao menos uma dose. Os dados mostram uma estabilidade no registro de casos e um princípio de melhora nos óbitos. Na última semana, foram registradas somente três mortes por covid, contra 12 óbitos da semana anterior. Nas semanas analisadas, os casos ficaram estáveis. 

Por fim, em Ladário, foram registrados 13 casos e dois óbitos por coronavírus nos últimos 7 dias. Na semana anterior, o município contabilizou 19 casos e nenhuma morte, conforme o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde). 

O infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Julio Croda, chefia o estudo da vacinação em massa na fronteira de Mato Grosso do Sul. Ele ressalta que ainda é muito cedo para analisar os dados do coronavírus e os possíveis impactos da imunização. Afinal, o estudo começou com a vacinação no dia 2 de julho e tinha previsão de finalizar a aplicação das doses dentro de duas semanas, encerrando na sexta-feira (16).

Para o infectologista, os primeiros impactos da vacinação em massa só serão percebidos nas próximas semanas. Só será possível ter uma prévia sobre os efeitos da vacinação daqui a 21 dias. 

Vacinação em massa na fronteira

A vacina americana da Janssen é de aplicação única e foi utilizada para estudo epidemiológico conduzido pelo médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, Júlio Croda. O estudo é realizado pelo grupo Vebra Covid da Fiocruz (capitaneado por Croda), com apoio da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e das universidades dos Estados Unidos de Stanford, Yale e Miami.

Todos acima de 18 anos, que ainda não tinham sido vacinados com outros imunizantes, tiveram a oportunidade de receber dose da Janssen nas cidades de fronteira. Os pesquisadores vão monitorar o impacto da vacina em relação à imunidade coletiva e comparar os dados com outros 13 municípios similares. Também será monitorada a incidência da doença em crianças e adolescentes, que ainda não podem receber vacina.

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