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Pai de garotinho filmado cheio de sangue se entrega à polícia

Homem se apresentou em Campo Grande e está preso em cela da Depac do Cepol

08/10/2021 18h54
Por: Redação
Fonte: campograndenews
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O pai do menino de 3 anos que foi filmado coberto de sangue está preso desde o fim da tarde desta quinta-feira (8). Ele havia fugido de Ponta Porã – cidade a 323 km de Campo Grande – depois que passou a receber ameaças, inclusive dos autointitulados “Justiceiros da Fronteira”, que reivindicam a autoria de várias execuções nos últimos meses.

O homem era procurado pela polícia desde que a Justiça determinou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) dele, no início do mês. Ele se apresentou no fim da tarde de ontem, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), de acordo com a delegada Analu Lacerda Ferraz, da cidade fronteiriça.

O Campo Grande News apurou que ele continua em cela da Depac e que não deve ser transferido para Ponta Porã, por questão de segurança.

Depois que a filmagem da criança ensanguentada viralizou, a casa onde a família vivia foi invadida, os pais do menino conseguiram fugir, mas a motorista de aplicativo que os levou até um hotel, os reconheceu e divulgou o local onde estavam hospedados. A Polícia Civil de Ponta Porã teve de resgatar o casal na pousada.

O caso – O vídeo da criança chorando viralizou no dia 29 de setembro e virou “prato cheio” para muita gente falar em “justiça com as próprias mãos”. O caso aconteceu no sábado anterior, dia 24.

Analu Ferraz foi quem atendeu a ocorrência quando o pai da criança foi detido pela Polícia Militar. Denúncia contendo o vídeo foi feita à PM, que acionou o Conselho Tutelar na madrugada e foi ao local. Na casa da família, estavam a mãe e as crianças. O pai foi localizado depois, mas pego no mesmo dia.

Em depoimento, o homem nega que tenha agredido o filho, embora no vídeo, ele diga: “eu vou te bater mais”, mandando que o menino tirar a bermuda. O pai alega que o filho havia caído, por isso, estava ensanguentado e a mãe confirma.

A delegada explica que a polícia investiga o caso. Não há como provar, por enquanto, que aquele sangue na criança foi provocado por uma agressão, apesar da forte evidência de que o menino estava apanhando naquele momento. Foi pedida perícia no celular do pai para apurar, por exemplo, quando o vídeo foi gravado e se há mais imagens que esclareçam os fatos.

 

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