Sanesul Outubro

Criminosos fugiram sem o dinheiro pago pelo resgate de casal sequestrado

Catalina Ramona Colman, de 63 anos, e o marido, Natalício de Oliveira, de 60 anos, vivem em Ponta Porã

23/10/2021 07h22
Por: Redação
Fonte: campograndenews
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Casal sequestrado por bandidos na fronteira
Casal sequestrado por bandidos na fronteira

Os criminosos que sequestraram um casal de idosos nesta sexta-feira (22) na região de fronteira, fugiram sem levar os R$ 47 mil equivalente ao valor do resgate pago pela família das vítimas. As informações sobre as circunstâncias da fuga dos bandidos ainda são controversas. De acordo com a promotora anti-sequestro de Pedro Juan Caballero, Reinalda Palacios, as vítimas teriam fugido durante um momento de distração dos sequestradores.

Catalina Ramona Colman, de 63 anos, e o marido, Natalício de Oliveira, de 60 anos, estavam sendo mantidos reféns no Assentamento Nueva Esperanza, no distrito de Cerro Corá, entre Pedro Juan Caballero e Yby Yaú, localizado a cerca de 40 quilômetros de Ponta Porã.

Depois de exigirem o pagamento do montante, dois sequestrados encapuzados teriam liberado Catalina para buscar o dinheiro. Na sequência, seu marido teria aproveitado o momento em que a dupla estava fumando maconha e conseguiu fugir. Outra informação extraoficial divulgada na fronteira é de que os criminosos liberaram o casal, por medo das Forças Políciais do Paraguai, que cercaram a região.

Do cativeiro a dupla teria feito uma ligação para a filha do casal, Maria Elódia Colman, de 39 anos, onde apontavam uma arma na cabeça de Natalício. Inicialmente os sequestradores exigiam o pagamento de 50 mil dólares de resgate, cerca de R$ 280 mil. Mas durante a negociação, os familiares conseguiram baixar o valor do resgate para 50 milhões de guaranis, cerca de R$ 47 mil.

O dinheiro teria sido levado por um dos irmãos de Maria, até a chácara Don Colman, nas proximidades da cerâmica Itapopó-Paraguai para ser entregue em uma estrada vicinal. No entanto, não chegou a ser pago para os sequestradores. Catalina e Natalício são brasileiros e moram em Ponta Porã.

Toda a negociação foi acompanhada pelo secretario municipal de segurança pública da cidade, Marcelino Nunes de Oliveira, juntamente com o Secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira e uma equipe da Guarda Civil Municipal de Fronteira. O prefeito de Ponta Porã também teria prestado apoio à família por telefone. As buscas pelos criminosos continuam, mas ainda não há nenhuma pista sobre o paradeiro dos criminosos.

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