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Bolsonaro anuncia que não vai à posse de esquerdista no Chile: “não vou criar problemas com relações internacionais”

12/01/2022 19h00
Por: Redação
Fonte: terrabrasilnoticias
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira, 12, que não vai à posse de presidente eleito do Chile, Gabriel Boric. O esquerdista foi eleito em dezembro e ele deve assumir o governo em 11 de março.

Em seu programa de governo, as principais propostas são “o feminismo, o ambientalismo e a descentralização do poder”. O presidente eleito também defende a legalização do aborto, além de um Estado social-democrata.

“Não vou entrar em detalhes, porque eu não sou de criar problemas com relações internacionais, o Brasil vai muito bem com o mundo tudo, tem que ver quem é que vai na posse do novo presidente do Chile. Eu não irei”, disse Bolsonaro, em entrevista ao portal Gazeta Brasil.

Mesmo sem um nome definido para representar o Brasil, em outras ocasiões, o escolhido foi o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB). Ele esteve, por exemplo, na posse do novo presidente do Peru, o socialista Pedro Castillo, em julho.

O governo brasileiro demorou quatro dias para parabenizar Boric pela vitória. O Brasil foi o último país da América do Sul a enviar cumprimentos oficiais.

Apesar de Bolsonaro não ter declarado apoio na eleição chilena, um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), manifestou sua preferência pelo rival de Boric, José Antonio Kast, de direta.

Aos 35 anos, Gabriel Boric será o mais jovem presidente da história do país e vai suceder o direitista Sebastián Piñera, que termina em março de 2022 seu segundo mandato à frente do país.

O Brasil também não deve enviar representantes para a posse da esquerdista Xiomara Castro em Honduras, em 27 de janeiro. Ela é casada com o ex-presidente Manuel Zelaya, que sempre foi criticado por Bolsonaro, quando ele ainda era deputado.

Em 2009, após ser deposto e enviado ao exterior, Zelaya voltou ao país e se refugiou na embaixada brasileira. Para Bolsonaro, havia uso político da embaixada por Zelaya, com a conivência do então chanceler petista Celso Amorim.

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