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Rússia corta fornecimento de energia para a Finlândia, confirma operadora finlandesa

14/05/2022 15h57
Por: Redação
Fonte: terrabrasilnoticias
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Ato ocorreu após país anunciar interesse em se juntar à Otan

A Rússia suspendeu as exportações de energia para a Finlândia, confirmou a operadora finlandesa Fingrid à CNN neste sábado (14).

O vice-presidente sênior de operações do sistema de energia da Fingrid, Reima Päivinen, disse que o fornecimento foi efetivamente cortado às 12h CET de sábado (07h pelo horário de Brasília).

Ele acrescentou que a suspensão não teve nenhum impacto no mercado e que a Finlândia “pode lidar” com o corte, já que a eletricidade russa representa uma pequena fração do consumo total do país.

“Também estamos entrando no verão e menos eletricidade será necessária”, disse Päivinien, acrescentando que está “confiante de que não haverá grandes problemas” no próximo inverno.

Na sexta-feira, Fingrid disse que a Rússia estava suspendendo as exportações de energia devido a problemas no recebimento de pagamentos.

O governo finlandês está planejando publicar uma segunda declaração no domingo propondo que o país se junte à Otan, disse o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, a repórteres na quinta-feira. A proposta seria então colocada em votação parlamentar com uma plenária marcada para segunda-feira de manhã.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a possível adesão da Finlândia à Otan marca uma “mudança radical na política externa do país” e alertou para contramedidas de retaliação.

A Finlândia compartilha uma fronteira de 830 milhas com a Rússia, e sua adesão significaria que a Rússia compartilharia uma fronteira com um país formalmente alinhado com os EUA.

“A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto de natureza militar-técnica quanto de outra natureza, para deter as ameaças à sua segurança nacional que surgem a esse respeito”, afirmou.

No final de abril, a Gazprom disse que interrompeu totalmente o fornecimento à empresa de gás polonesa PGNiG e à Bulgargaz da Bulgária depois que se recusaram a atender a uma demanda de Moscou de pagar em rublos em vez de euros ou dólares.

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