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Ponta Porã Linha do Tempo/Yhulds Bueno: Geada Negra o terror da agropecuária

Ponta Porã na Linha do tempo

Ponta Porã na Linha do tempo Pesquisador: Prof. Yhulds Giovani Bueno. Pós Graduado em Ensino de História e Geografia. UNIVALE Fac. Integradas do Vale do Ivaí. Mestrando PPGDRS/UEMS/UNIDADE PONTA PORÃ-MS.

26/06/2018 14h16
Por: Redação
Fonte: Yhulds Bueno
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Segundo causo da região fronteiriça a cada 20 ou 40 anos vem a geada negra.  Aqui na fronteira certa época,  fez tanto frio  que o povo ficou dias sem sair de casa, pois os trincos das janelas e portas estavam congeladas, os bichos que ficaram fora das casas e  baias  estavam petrificados de tanto gelo e frio,  o vento congelou e as árvores e suas folhas ficaram parecendo esculturas, o frio foi tanto que até o fogo se escondeu! Mas isso foi a muito tempo. A última geada negra registrada foi em 1975. 

Fonte Sergio Cruz. Matéria resumida publicada em 17 de julho de1975. Sul de Mato Grosso é atingido pela maior geada do século XX, lembrada 40 anos depois pelo repórter Fausto Brites, do Correio do Estado, de Campo Grande: Na edição de sexta-feira, a matéria principal: Enquanto alguns pontos do município de Bandeirantes viviam a primeira nevasca da história de Mato Grosso, no período compreendido entre as 6 horas e 8 horas da manhã de anteontem, Campo Grande amanhecia ontem coberta por uma fina - em alguns casos, camada grossa, originada da baixa temperatura, que atingiu dois graus negativos'. 

Nas ruas da cidade, aqueles que acordaram mais cedo ou saíram antes da 7h30min puderam ver nos tetos dos automóveis a camada de gelo formada durante a madrugada. O Serviço de Meteorologia da Base Aérea, por seu turno indicava a temperatura mínima: um grau e meio abaixo de zero. 

A mesma fonte, baseada em seus arquivos, garantiu que a última frente de igual intensidade, que atingiu Campo Grande, ocorreu há cerca de 20 anos, ou seja, em 1955. A cafeicultura nascente, segundo o Correio do Estado, agonizava por causa da geada. A estimativa de perda foi de 40 milhões de pés liquidados pela geada negra. Os prejuízos na época eram inestimáveis. Em Corumbá, o gado estava morrendo no Pantanal pelo frio extremo e  alarmava os pecuaristas novatos.

Em Rochedinho e Nova Andradina, entre outros municípios, também foram registradas morte de gado pelo frio. Em Dourados, preocupação da população com os eventuais prejuízos na pecuária e lavoura. No município de Ponta Porã, a temperatura registrada foi de quatro graus abaixo de zero.

A geada negra, como ficou conhecida, acabou com o café no Estado do Paraná.

Pesquisa Yhulds Bueno

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