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Fogo surge próximo da Estrada Parque, região mais turística do Pantanal

Ainda que o ponto mais devastado nas proximidades do Paraguai Mirim siga sob controle, novos focos nascem em locais espalhados e de difícil acesso

10/06/2024 12h41
Por: Redação
Fonte: correiodoestado
Vento é responsável por empurrar e espalhar o produto das chamas, levando a fumaça desses incêndios florestais até outras regiões e perímetro urbano - Reprodução/CBMMS/V.A
Vento é responsável por empurrar e espalhar o produto das chamas, levando a fumaça desses incêndios florestais até outras regiões e perímetro urbano - Reprodução/CBMMS/V.A

Bombeiros Militares e brigadistas de Mato Grosso do Sul seguem no trabalho de combate a incêndios florestais no Pantanal que, em chamas desde o fim de maio, se aproximam agora da região caracteristicamente "mais turística" do bioma, a popular Estrada Parque.

Balanço da Operação Pantanal, repassado pela Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), do Corpo de Bombeiros de MS, aponta que um foco de incêndio surgiu próximo ao Porto da Manga, ponto que basicamente ladeia a estrada. 

Informações apontam que, até o fim do domingo (09) as equipes ainda não tinham conseguido se aproximar, buscando alternativas até mesmo através do uso de drones. 

Segundo a DPA, o acesso é dificultado por conta das restrições na estrada, como fazendas com porteiras cadeadas, sendo que a entrada pela área de mata também possui muitos obstáculos. 

Com isso, os bombeiros estudam uma rota por água, para primeiro reconhecer a área e, consequentemente, realizar o combate às chamas, porém, destacam que uma moradora local em área de risco informou uma mudança de vento que afastou o fogo de sua casa. 

Outro ponto que preocupa as equipes é o foco na Baía do Jacaré, uma vez que a vegetação "alta e densa", segundo os bombeiros, dificulta acesso, sendo que a meta é extinguir as chamas locais antes que o vento aumente e também as temperaturas, prejudicando o trabalho de combate ao incêndio que já queimou 1.610 hectares da região.  

Cabe apontar, como já abordado pelo Correio do Estado, segundo informações da DPA do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul, os focos principais no Pantanal tiveram início nas seguintes datas: 

  • 05 de junho | foco em Fort Coimbra
  • 31 de maio  | foco próximo ao Porto Laranjeira
  • 05 de junho | foco próximo à escola Jatobazinho
  • 02 de junho | foco na Região próximo a Corumbá;
  • 05 de junho | foco próximo ao Frigorífico Caimasul: 

"Boas notícias"

Nessa operação de combate, que já passa dos 69 dias, ainda que o trabalho seja constante e não permita descansar no momento, é importante destacar também os pontos que mostram efetividade do trabalho dos bombeiros. 

Como exemplo cabe citar a maior área devastada até então, cerca de 13.398 hectares próximo ao Porto Laranjeira, foco esse que, segundo o Corpo de Bombeiros, segue controlado e monitorado. 

Também segue sob vigilância a área da Escola Jatobazinho, onde 5.308 hectares foram destruídos e, mais recente inclusive, as crianças precisaram ser evacuadas da unidade. 

Além desse, as duas frentes de fogo na região do Rio Negrinho, uma perto ao Rio Paraguai-Mirim e outra em área a norte do Rio Taquari, os bombeiros identificaram na manhã de ontem (09) que no local só restou fumaça em troncos queimados após ação de combate durante a noite e madrugada de sábado. 

Por fim, na região da ilha próximo à ponte bioceânica - também ameaçada pelas chamas, como abordou o Correio do Estado -, os bombeiros relatam que não foram verificados novos focos ativos. 

Vale lembrar que, pelas fortes rajadas de vento, ainda é necessário em diversos pontos que os bombeiros sigam com os monitoramentos e rescaldo, sob consequência de que os focos sejam reativados. 

Além disso, o vento é responsável também por empurrar e espalhar o produto das chamas, levando a fumaça desses incêndios florestais até outras regiões e perímetro urbano. 

Principalmente o município de Corumbá - distante cerca de 435 km da Capital, Campo Grande - é duramente castigado pelas fumaças, há aproximadamente 10 dias, que fazem o céu da Cidade Branca ficar cinza

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